Câncer de Cólon e Reto

Câncer de Cólon e Reto

O câncer de cólon e reto é a terceira neoplasia maligna mais comum no Brasil e no mundo. Em nosso país, fica atrás apenas do câncer de mama, entre as mulheres, e do câncer de próstata, entre os homens. Em relação às mortes por câncer, é o segundo mais comum entre os homens e o terceiro mais comum entre as mulheres.

Estima-se que na população em geral, nos países ocidentais, o risco de ter um câncer colorretal (CCR) ao longo da vida é de aproximadamente 5% (risco médio). O risco individual depende principalmente da idade, seguido pelo sexo e carga genética, e pode estar influenciado pelo consumo de álcool, tabagismo, atividade física e dieta. A maior incidência é vista naqueles com mais de 65 anos. Apesar de haver um aumento dos casos em pessoas mais jovens nos últimos tempos, ainda é infrequente naqueles com menos de 50 anos e raramente ocorre antes dos 40 anos de idade.   

O câncer de cólon e reto se desenvolve principalmente a partir de lesões polipoides adenomatosas convencionais (70 % dos casos) e de alguns tipos de pólipos chamados serrilhados (30 % dos casos). Estas lesões são chamadas de lesões precursoras. As lesões precursoras  avançadas são os pólipos que medem mais de 1 cm, ou que possuem alterações como displasia de alto grau, ou componentes vilosos na sua arquitetura, que podem se transformar em câncer ao longo dos anos. A retirada destas lesões previne o desenvolvimento do câncer.

As alterações genéticas (mutações) que desencadeiam a formação dos pólipos, e depois a transformação maligna, podem ser herdadas (hereditárias, de linhagem germinativa) ou podem ocorrer de forma esporádica, ao longo da vida, sem relação com a carga genética do indivíduo.

Em 75 % dos casos de câncer colorretal diagnosticados não há evidências de que haja uma herança genética favorável ao seu aparecimento. Em cerca de 20% há uma história familiar significativa para câncer de cólon, tendo provavelmente ocorrido a herança de alguma mutação genética que facilitou o desenvolvimento deste câncer. Em apenas 5% dos casos o CCR está ligado à presença de síndromes hereditárias estabelecidas e conhecidas, com alterações genéticas que trazem uma chance muito alta de desenvolver esta neoplasia e em idades muito mais precoces que o habitual. A síndrome mais comum relacionada ao câncer colorretal (3% dos casos de CCR) é a Síndrome de Lynch, seguida da Polipose Adenomatosa Familiar e outras menos frequentes.

Os pólipos e o câncer em estágios iniciais não costumam causar qualquer sintoma ou sinal clínico. Quando o paciente se queixa de sangue vivo nas fezes, constipação de início recente, fezes em fita ou dor abdominal sugerindo obstrução intestinal, o diagnóstico provável é de um câncer avançado, com menor possibilidade de cura ou tratamento eficaz.

A sobrevida em 5 anos para o câncer colorretal varia de mais de 90%, para aqueles  que o descobrem em estágios iniciais, a 20% nos cânceres avançados.

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